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Editoria de Política   ( 21/11/2009 )

Aliança DEM-trabalhistas já discute candidatos
A aliança entre o PDT e o DEM, acordada entre os presidentes nacionais dos partidos Carlos Lupi (PDT) e Rodrigo Maia (DEM), avalizando a união no Rio Grande do Sul, só sai se os pedetistas gaúchos conseguirem algum candidato a governador e se o PTB concordar. O PDT ficaria com a vaga ao governo do Estado, o DEM com uma das vagas para senador e o PTB, talvez, com a de vice-governador. Assim, a aliança teria a estrutura partidária do PTB e PDT no Interior e o tempo que o DEM tem na televisão. Essa é a avaliação de parlamentares pedetistas em Brasília. O problema é que o PDT ainda não tem candidatos e o PTB pediu um tempo para avaliar a proposta. A aliança entre os pedetistas e democratas foi formalizada na quarta-feira, mas ainda esperam que os petebistas referendem a proposta. O PTB pediu que esperem até o ano que vem, mas o PDT tem pressa: quer a aliança fechada até dezembro. Segundo o deputado federal pedetista Enio Bacci, só com a viabilização dessa "tríplice aliança", que é como ele chama o acordo entre os partidos, e com um candidato viável ao governo do Estado é que o PDT entra. "Talvez com outros partidos não tenha a mesma viabilidade" disse Bacci. Caso contrário, eles irão propor um candidado a vice-governador para Tarso Genro (PT) ou para José Fogaça (PMDB). Apesar das indefinições, a possível aliança já tem dois pré-candidatos ao governo: o deputado federal Vieira da Cunha (PDT) e o deputado estadual Luis Augusto Lara, lançado pelo PTB no sábado passado. Vieira da Cunha falou que a aliança DEM-trabalhistas não vai se restringir as três siglas. "Vamos atrás de partidos que não tenham candidatos ao governo", salienta. As apostas vão do PP ao P-Sol, mas exclui partidos maiores como PT, PMDB e PSDB. A participação do DEM no grupo é uma reação ao racha que teve com o PSDB causado pela crise entre a governadora tucana Yeda Crusius e o seu vice, o democrata Paulo Feijó. A relação entre a governadora e o vice foi abalada antes da posse, quando Feijó foi contra o projeto de aumento de impostos de Yeda e piorou depois de acusações e da divulgação de conversa gravada com o ex-chefe da Casa Civil Cézar Busatto. Yeda Crusius já decidiu que concorre à reeleição. A tucana se considera vítima de uma tentativa de golpe e declarou que utilizará a campanha "para dizer verdades e construir uma nova imagem". A alternativa ao Piratini de DEM e trabalhistas é formada, na avaliação de Vieira, por partidos próximos ideologicamente, já que todos tem uma agenda em comum para o Rio Grande do Sul. "O Estado tem sofrido muito com essa crise política que não tem mais fim", acentuou. Onyx Lorenzoni (DEM) demonstrou a afinidade para uma coligação de forma mais direta: "nosso candidato é o Vieira, queremos romper a polarização PT x PMDB". O deputado federal Germano Bonow (DEM) fala com cautela, "que é hora de conversa para todos os partidos. Mas reforça a defesa do candidato do PDT ao Piratini. "Vamos tentar viabilizar uma aliança democrática trabalhista com vistas as eleições do ano que vem, tendo Vieira da Cunha candidato a governador", projeta Bonow. O parlamentar diz que resta saber como os trabalhistas estão vendo isso. O PTB não participou da reunião. É provável que se saiba nesta sexta-feira, quando lideranças do DEM, PDT e FTB se reunirão em Porto Alegre para uma conversa mais próxima sobre as alianças e estratégias para o governo do Estado.


Fonte: Jornal do Comércio - Página 23 » link original


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