Democratas desmontam tese de que CPI do MST é eleitoreira. ( 08/10/2009 )
Em entrevista coletiva concedida hoje na Câmara, o líder e o vice-líder do Democratas na Casa, Ronaldo Caiado (GO) e Onyx Lorenzoni (RS), desmontaram a tese de integrantes do governo de que a criação da CPI do MST é uma questão eleitoreira.
"Se o Brasil todo está assistindo o uso indevido do dinheiro publico, as ações de vandalismo do MST, podemos dizer que [a CPMI] é uma ação eleitoreira?", ponderou o líder Ronaldo Caiado para em seguida emendar. "Então quer dizer que todo o cidadão que não tiver crédito pode começar a destruir os bancos e levar o dinheiro. E ai eles não poderão ser incriminados porque é uma ação eleitoreira?". Na mesma linha de raciocínio, Onyx Lorenzoni também rebateu a acusação de parte da base aliada. "Dizer que é uma questão eleitoreira, é um argumento medíocre, muito raso. Buscar o destino e os responsáveis pelo mau uso de mais de R$ 100 milhões, que deixam de ir para saúde ou educação, não é papel do parlamento?", indignou-se Onyx.
Na tarde de ontem (7), Ronaldo Caiado apresentou ofício encaminhado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, sobre o repasse de dinheiro público, realizado nos últimos cinco anos, pela pasta, à ONGs ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST). No documento, Cassel confirma que o ministério repassou R$ 115 milhões no período às entidades. Dinheiro público que, segundo o próprio ministro, não teve nenhuma fiscalização.
Números de assinaturas
Até o início da tarde de hoje, foram coletadas 157 assinaturas para a criação da CPMI que investigará os repasses de dinheiro público feito pelo governo federal à entidades ligadas ao MST.
"Estamos com 157 assinaturas nesse momento. Até o final do dia de hoje deve estar mais do que superado o limite mínimo necessário de 171 assinaturas. Na próxima semana, vamos ajustar com os senadores o momento certo para protocolar a CPI", ressaltou Onyx.
Quanto à possibilidade de alguns deputados retirarem o apoio em razão da pressão do Palácio do Planalto, como ocorreu na primeira tentativa de criação da comissão, Onyx diz que dessa vez dificilmente o pares deixarão de ouvir o apelo das bases.
"Os deputados que estão assinando a CPI têm consciência que estão assumindo um compromisso com o produtor brasileiro e com a legalidade no país", finalizou.
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